Inquietações – Novela da vida real.

Reflexões sobre Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais no Brasil + A rede já tem todos os nossos dados. Estamos nas mãos dos atravessadores. É minha opinião pessoal.

Falar sobre o que nos inquieta no mundo tem um custo. A liberdade vigiada. Só falo de minha vida ou sobre o que me surpreende, interessa ou inquieta.

A diferença entre privado e secreto são um problema para algumas pessoas, que não sabem diferenciar um do outro. A privacidade não é secreta, ela só o é para quem “não é” nosso íntimo, para quem as informações de nossa vida privada deveriam manter-se secretas.

Se não são da polícia, não são os donos do mundo, não querem que a gente saiba de sua existência, por que então se deixam perceber, deixando rastros tão óbvios com sua proximidade?!

São os primeiros a ler, copiar e compartilhar entre si este tipo de postagem, nem contribuem para aumentar o números de visitantes. 😔

Cuidar da própria vida hoje, requer prestar a atenção pelos sites que caminhamos e sobre a permissão de uso de dados, assim como quem já passou dos cinquenta, ensinou os filhos a saberem por onde andam, com quem e se é seguro. Nossos avós nos ensinaram que onde andamos e com quem, define muito quem se é. Aqui na cidade ainda se pergunta: filho de quem, de que família? Por hábito e tradição. “Coisa de gente antiga” como se diz hoje com um risinho nos lábios.

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais no Brasil deixa muito a desejar. Páginas e sites respeitáveis de jornais locais, como aqui na cidade, não contam com certificados de segurança válidos e apesar de listarem como “https”, estão abertos a inserção de quaisquer códigos e decodificadores, rastreadores maliciosos. Quando usamos um bloqueador simples, baixado regularmente na loja de aplicativos dos smartphones, o aviso de que bloqueou o acesso 19, 27, 55 rastreadores não é razoável, é no mínimo assustador.

Entendo em parte, saber a identidade das pessoas na cidade sempre foi questão de segurança, mas hoje em dia coloca as pessoas em situação de perigo e a maioria das pessoas não tem noção. Tudo tem seu lado bom e ruim, depende que quem acessa.

Se até à alguns anos era bom, não é mais, há gente demais utilizando estes dados e não é para nos proteger, é em causa própria e causa ilícita. Estão usando os dados de gente de bem, de ficha limpa, para comprar, vender, enganar e roubar os outros. A maioria compra um smartphone, cria um email para login, não de preocupa com a segurança da senha e se perde o aparelho, ao comprar outro repete o mesmo, cria um novo email sem ser preocupar em encerrar a conta antiga. São pessoas de qualquer classe social, tendo dados sensíveis de documentos reais sendo usados no mercado oficial e do submundo, do crime, do colarinho branco, da turma “acima de qualquer suspeita”, daqueles que culpam as pessoas que foram roubadas, que os acusam na polícia, contando quem eles são, a sua identidade. A bandidagem nos culpa, por suas perdas de dinheiro e prisões.

Vez ou outra eles são presos, não ficam muito tempo, mas são pegos e fichados, neste ciclo contemporâneo de prende e solta. Se forem gente graúda, acontece desde sempre, mas hoje qualquer um que tenha “quem pague a conta”, também são fácil. Contam com rede de proteção com comunicação privada por rádio, em jornais sofisticados em web lives nas redes sociais, com os emails subtraídos ou abandonados, acompanhadas com ansiedade por quem recebe o link. Existem vários níveis de redes de comunicação e a quarentena os têm exposto, então entraram em guerra de “mea culpa”.

Estamos no meio disso tudo “atrapalhando” o caminho, tomando conta de nossos endereços online, com senhas, proteção em dois fatores, chaves de criptografia, então a técnica do Man-in-the-middle (homem no meio) é muito útil. Quem precisa de código, senha, chaves, se eles podem entrar com um cookie ou chave criptografica, interceptada diretamente da nossa rede. Sim, conseguem tudo isso por proximidade aérea (wifi) ou em endereço próximo via cabo de rede com clonagem de roteadores. Ninguém liga quando vê gente dependurada nos postes ou mexendo nos armários da rede telefônica nas ruas. Pelas redes celular também, basta estar geograficamente perto, com aparelhos e certa ajuda dos operadores. Por poucos dinheiros eles nos vendem, sem pestanejar. Igualmente nos vendem nas esquinas, por qualquer trocado. É só falar que está gostando da pessoa que ganham a simpatia de qualquer um, que abrem em detalhes muito particulares os seus conhecidos. Se der ruim tudo certo, é só usar a antiga técnica de se fingir de maluco, todo mundo quer evitar um louco por perto. Não é mesmo?!

Lucidez e cuidado com seus dados meus queridos seguidores. Se até os norte americanos ilustres tem de lidar com as perdas e danos, de roubo, deste mundo online, nós em nossa simplicidade só podemos orar, para que se aperfeiçoem logo estás novas regras e que coloquem em prática a lei de proteção, que realmente funcionem, para que possamos ter um pouco de paz. Estamos vivendo o dilema da liberdade rastreada levada a loucura. Quem nos defenderá?

Entendo muito bem as pessoas famosas e outras tantas comuns, que se isolam do convívio com o público e vivem incógnitas pelo mundo, para viver em paz. Ser nômade, sem sinal ou conta rastreável, com comunicação do que e onde, do que quiserem contar é para poucos sortudos.

Que Deus nos ajude e nos defenda!

🙅

Sobre Jarcy Tania

Professora aposentada, arte-educadora, artista plástica brasileira.
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3 respostas para Inquietações – Novela da vida real.

  1. Já não há privacidade. Mais de uma vez aconteceu de falar em casa sobre um lugar, pessoa famosa, etc,…ninguém pesquisou no Google o assunto, aí abro uma mídia qualquer e surgem sugestões sobre. Penso: será que estão nos ouvindo?

    Curtido por 1 pessoa

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