Fura olhos

Fura olhos

Que tipo de comerciante aumenta os preço dos alimentos básicos, durante este momento de emergência?!

Meu avô viveu muito e passou pelas duas grandes guerras mundiais, entre tantas coisas, foi tropeiro. Ele e minha avó nos contavam histórias. A família se reunia sempre aos domingos e de tardezinha nos sentavamos para  ouvi-los falar, grande alegria, da qual sou grata por ter participado e sinto saudade.
Aqui na nossa terra, sempre se plantou e colheu em abundância, de forma que fome ninguém passava, uns ajudavam os outros, seja plantando, colhendo, carregando cargas em charretes e carros de boi.  Frutas sempre em fartura, cada uma em sua época, maduras e doces do sol. Caminhão, trem, só mais adiante este luxo chegou ao acesso do povo, que trocava suas mercadorias e serviços.
Esta coisa de gente ganânciosa, folgada, aproveitadora sempre existiu, mas o povo simples driblava esta gente com seu humor característico, muitas décadas antes dos memes. “O melhor do Brasil são os brasileiros!”
Meu avô contava que gente rica, oferecia ouro em troca de café, açúcar, sal. Quem cultivava  vendia para o governo ou trocava na cidade, pelo que precisava e não tinha em casa. Então aqueles de regiões onde as mercadorias não se produziam nos arredores, próximos de suas terras, passava vontade naquela época de desabastecimento.
Nosso Brasil hoje produz e pode produzir a maioria de tudo o que precisamos, alimentos, tecidos, veículos, combustíveis,  máquinas, ferramentas, medicamentos. Vejo um esforço nas empresas para se adaptar ao momento, abrindo espaço para produção do que necessitamos, nesta emergência em que vivemos. Podemos nos abastecer de um tudo, dentro de nossas fronteiras, portando não entendo esta necessidade mesquinha de aproveitar-se do pouco que o povo tem, da ajuda que estão recebendo. Pensam os espertalhões em levar vantagem, sobre o dinheiro que o governo está mandando, para ajudar as famílias mais carentes.
Estive ouvindo no rádio, na entrevista de um delegado da cidade, que o número de golpistas aumentou enormemente, nas ruas e na internet principalmente. Usam listas roubadas de operadoras em busca de dinheiro, dados pessoais, qualquer coisa que possam transformar em rendimentos. Não é uma barbaridade?! Tenho este website, o blog, Twitter. Facebook (raramente acesso) e estão pessoas que conheço pessoalmente, Instagram (estou usando no momento e respondo “polidamente” a estranhos no direct), WhatsApp (só para família, amigos reais, colegas mais chegados do trabalho). Quem crê ter se comunicado comigo em outra plataforma, com certeza foi enganado.
O BigData saiu do controle de seus criadores e agora é criatura autônoma.
“É hora de buscar mais o Céu e menos “a nuvem”.”
Aos que perguntam frequentemente aos “ventos” e acabo sabendo,  porque não me casei ou mantenho relacionamentos de curta duração: ninguém conquistou meu coração. É sabido que quando o coração é físgado, não conseguimos escapar. Não sou de aventuras sentimentais, quanto mais físicas. 🤪  Se me verem pessoalmente, eu ando normalmente nas ruas invariavelmente de dia  e me reconhecerem, lembrem-se de me comprimentar, dizer quem são, de onde me conhecem. Ficar parados a minha volta ou falando uns com os outros, como se eu não estivesse presente, não é legal.
O Brasil é uma terra de bençãos. Cultivem o que se tem de melhor por aqui, o coração e a bondade da nossa gente.
Inteligente é quem consegue administrar a própria casa, a vida, o que se apega e pensa. Mantenham a mente saudável, ela comanda o corpo.
Em tempos de guerra, os ratos comem até sua própria carne. Sejam simples, simplifiquem suas necessidades e foquem no essencial até que tudo isso passe. Porque vai passar e quem tiver equilíbrio estará melhor preparado.
Sou uma senhorinha de 56 anos, em forma, que gosta de viajar e fazer fotos de paisagens bonitas, interessantes ou curiosas. Que cria arte, ensina, escreve generalidades, eventualmente livros.
Cuidem-se!
😊
PS: Comentem aqui no blog, escrevam,  mandem mensagem direta no Instagram. Só participo destes canais. Cuidado com a engenharia social. Ok?!
🤗

Sobre Jarcy Tania

Professora aposentada, arte-educadora, artista plástica brasileira.
Esse post foi publicado em cultura, educação, Livros e marcado , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Fura olhos

  1. Guacyra do Carmo Franco disse:

    Boa noite Jarcy! Realmente a Arte faz parte das nossas vidas e sem ela não conseguimos viver.
    Ora lidamos com pinturas, ora com tecidos, ora estamos a reinventar tudo que já fizemos um dia.
    Você tem total razão aos comentários , que na verdade já fazem parte da rotina das nossas vidas.
    Se aproveitar da situação em que vivemos hoje , é lastimável que pessoas façam isso!

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    • Jarcy Tania disse:

      Usam os dados coletados por engenharia social, para simular personalidades e pessoas comuns.
      + O silêncio dos bons, é o que causa do mais perplexidade. A nossa fé e a arte nos salvarão deste caos!
      🤗

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