O Raj foi para o céu dos bichos.

Quarta-feira ultima me despedi desta coisinha fofa ronrronante de nome Raj. Meu rajadinho estava irreconhecível tadinho, seu figado e rins falharam, envenenando seu sangue com as toxinas do corpo, que não estavam sendo filtradas, até a crise final, ele se foi .  Gatos são assim, quando doentes  não reclamam de dor, quando algo nos parece errado, normalmente já é tarde demais e pouco se pode fazer, foi o que aconteceu. Ele começou a perder o equilibrio, sua cabeça pendia para um lado, a princípio diagnosticado como otite, com três dias de tratamento parou de comer e beber, dava de comer e beber na boca, segunda-feira quando cheguei em casa do trabalho ele tinha feito xixi na caminha, levei no veterinário correndo, gatos não sujam o local onde comem e dormem, era a noite, muito frio, ficou internado, voltei triste pra casa, sem saber o que pensar. Na terça-feira passei na clinica veterinária para ve-lo, estava bem, agarrava meus dedos pela gaiola, ronronando,  muito bem disposto, mas com a canula do soro preso na patinha, quis traze-lo pra casa mas não pude, o veterinário só iria libera-lo depois do resultado dos exames. Liguei a noite e o resultado dos exames acusaram algo muito sério, ele precisaria continuar internado para desintoxicação. Na quarta-feira quando fui visita-lo já não era ele, tinha convulsionado, estava sedado, a boquinha inchada, a lingua escura, tive um pressentimento péssimo, era o fim, voltei pra casa aos prantos. No final da tarde a notícia, ele tinha partido.

A Rubi anda pela casa procurando pelo amiguinho. Ela devia saber que algo estava errado com ele, gatos sempre sabem. Me desfiz de todas as coisas dele, caminha, bolsa de transporte, potes de comida, limpei a casa, aspirei tudo. O que resta são as lembranças.

O Raj tinha várias vocalizações, para cada situação diferente, pode-se dizer que seu vocabulário era variado, no geral pronunciado cheio de ternura. Prrruuummm. rrrrrooooouuuuuu, nhaâãoom, háaaoummm ou insistentes hããããooooou’s, mñhooooum com os olhinhos arregalados, suplicantes por colo, comida, um fio d’água do lavatório do banheiro, era só me ver que pedia algo. São detalhes bem conhecidos pra quem tem gatos e especiais para cada um de nós, já que cada animal, cada ser vivo, deixa sua marca neste mundo.

Como já disse outras vezes, quando me for, por ocasião da minha passagem, pretendo passar alguns bons momentos junto aos meus queridos quadrupedes, cada um deles deixou uma marquinha no meu coração.

Adeus Raj!
Com amor!

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Sobre Jarcy Tania

Professora, arte-educadora, artista plástica brasileira.
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