Veículos verdes

 

02/06/2009 – 15h58

"VERDE"

Conheça o francês Smera, elétrico de dois lugares

Carrinho da Lumineo tem jeitão de moto e preços entre R$ 60 mil e R$ 75 mil

por FERNANDO CALMON

Para circular nas cidades, a maioria dos automóveis não precisa ter mais do que dois lugares. Isso abriria um mercado potencial, em especial na Europa, onde as cidades são antigas, e o poder aquisitivo, alto. A primeira iniciativa nesse sentido nasceu de uma joint venture entre a fábrica de relógios Swatch e a alemã Daimler para fabricar o smart (só em minúsculas), um citadino de dois lugares.
A Swatch logo se retirou da sociedade – queria um motor elétrico –, mas a comercialização iniciou em 1998 com um motor a combustão de três cilindros, inclusive versão a turbocompressor. O smart tem soluções técnicas interessantes. No entanto, quase saiu de linha por ser caro e sofrer com a estratégia de vendas inadequada.
Hoje vários pequenos fabricantes desenvolvem esses citadinos elétricos. Um dos mais criativos é a francesa Lumineo. No Salão de Paris, em outubro passado, a empresa lançou o Smera elétrico. Pretende vender 275 unidades, em 2009 e 450, em 2010. O preço, mesmo com subsídios do governo, é bem salgado: de R$ 60 mil a R$ 75 mil.

Lumineo Smera - foto Divulgação
Elétrico Lumineo Smera: lugar para dois, um na frente, outro atrás
Destaca-se a distribuição interna de motorista e passageiro. Ao contrário do smart, onde se sentam lado a lado, o Smera prevê o passageiro atrás do motorista. O comprimento de 2,45 metros equivale à primeira versão do smart (o carrinho alemão cresceu depois para 2,7 m). A vantagem está na largura de apenas 0,82 m.
O mais genial é o fato de a carroceria se inclinar na curvas, como as motocicletas. O motorista não precisa fazer nada. Um sistema eletrônico se encarrega de gerenciar tudo a partir de sinais fornecidos por uma central inercial integrada.
Seguindo os parâmetros dinâmicos do veículo, a trajetória em curvas, o modo de dirigir e o estado da pavimentação, é determinada instantaneamente a atitude ideal. Um servomotor pilotado pelo computador central realiza de forma automática a função de inclinar a cabine e as quatro rodas.
Responsáveis pela propulsão, dois motores elétricos somam 40 cv (cavalos) e nada menos que 100 kgfm de torque (força)! A transmissão é direta para cada eixo por meio de correia, sem caixa de câmbio. Outra central eletrônica, com a mesma confiabilidade já comprovada em aviões, controla a cada milissegundo o regime de trabalho e o torque entregue às rodas.

Lumineo Smera - foto Divulgação

Modelo teria bom desempenho, mas preço um pouco salgado
Os motores elétricos, projetados especialmente para a Lumineo, pesam 25 kg cada. Com baixo atrito e pouca manutenção, têm durabilidade de 200 mil km. Autonomia é de até 150 km entre recargas da bateria de íon de lítio em uma tomada.
A velocidade máxima de 130 km/h dá para não fazer feio na estrada. Por outro lado, a aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 8 segundos permite grande agilidade em zonas urbanas e capacidade de desviar com segurança e rapidez das longas filas e congestionamentos. Isso também pelo baixo peso: apenas 350 kg, incluindo bateria (80 kg).
A fabricante francesa afirma o grande benefício do custo de R$ 0,20/100 km. Ao longo de 100 mil km, a economia pode chegar a quase R$ 20 mil, em comparação a um carro subcompacto convencional, que atinja a média de 20 km/l.
Em todos esses cálculos, a premissa é o preço baixo da eletricidade. Mas ninguém assegura continuar assim, se a frota de elétricos crescer de forma acelerada.

 

Fonte: http://www2.uol.com.br/interpressmotor/reportagem/item28081.shl

 

Bem … a indústria nacional poderia fabricar um modelo destes. Imaginei uma “Romiseta” elétrica, repaginada e com preços populares, que delicia não seria.

Em 2007, anunciaram sua volta, pena ter ficado somente no anúncio.

Para os saudosos, a lembrança:

O Romi-Isetta é o carro mais exótico já fabricado no Brasil. O eixo traseiro é bem mais estreito que o dianteiro e ela aparenta ser ainda menor do que realmente é, com 2,27 metros de comprimento por 1,38 metro de largura. Entra-se nele literalmente pela frente. Foi justamente por falta de uma segunda porta que o carrinho, lançado em 1956, não foi considerado oficialmente o primeiro carro nacional. No ano anterior, as Indústrias Romi, que até hoje fabricam máquinas operatrizes em Santa Bárbara d’Oeste (SP), deram início à fabricação da versão brasileira da Isetta, sob licença da fábrica italiana Iso. Em 9 de abril de 1953, a empresa ISO Automoveicoli-Spa, fabricante de pequenas motocicletas e triciclos comerciais, fundada pelo gênio Enzo Rivolta, Isetta 53 – motor ISO apresentou no salão de Turin um projeto iniciado em 1952 denominado Isetta, (pequena ISO), do engenheiro chamado Preti. Apesar da boa aceitação no mercado italiano, devido às suas características peculiares como porta frontal para facilitar o acesso, dimensões diminutas, boa dirigibilidade e performance razoável para a época (máxima de 70km/h) fazendo até 25km/l, a sua "vida" na Itália teve um curto período. Sua fabricação encerrou-se em 1956, quando esta fábrica transferiu todo seu maquinário para a empresa Romi, no Brasil, onde, segundo registros, o Comendador Américo Emílio Romi, proprietário da empresa Máquinas Agrícolas Romi, em Santa Bárbara do Oeste – SP, conhecido por sua excelente visão de futuro, assinou contrato em 7 de fevereiro de 1956 para início de fabricação da Romi-Isetta. Ainda em 1955, a ISO concedeu licença à BMW para fabricação na Alemanha, cuja empresa adaptou o motor ISO de 200cm3 para um motor monocilíndrico de 243cm3 adaptado de motocicleta, sendo substituido Pick-up Isetta (bélgica N.V.Anc.Ets.Pillette) logo em seguida por um mais potente de 300cm3, produzindo 161.728 Isettas. Além da BMW, foram concedidas licenças também para a empresa francesa VELAM, a espanhola Borgward-Iso, a brasileira Romi e a belga N.V.Anc.Ets.Pillette, que fabricou inclusive um modelo pick-up. Estes veículos tiveram uma vida útil muito curta, apesar de seu sucesso, não passando do ano de 1962.

Fonte: http://www.meadd.com/carros_antigos/1723325

Sobre Jarcy Tania

Professora, arte-educadora, artista plástica brasileira.
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